dois milímetrios que nos separam.

a distância é algo que esmaga, que te faz chorar por dentro, abre buraquinhos que jorram sangue. ela causa "saudade" de quem não está próximo, costuma mexer na ferida.. que dói, magoa, enfim. chega um ponto que a dor parece não passar, onde tudo o que você mais quer, é se libertar. sangue, pus, inflamações, dor, lágrimas, saudade, gritos, eer.. tudo junto numa coisa só. acontece mais ou menos assim, quando você não ocupa a mente, as imagens começam a surgir, imagens que causam arrepios, imagens traiçoeiras que só te trazem uma alegria repentina e uma dor quase imortal. muitas vezes comparo com uma bolha de sabão, todo o conjunto está ali em suas mãos, água e detergente, e você vai se divertindo, sendo feliz, enxergando tudo muito lindo, enquanto a boa parte do todo vai embora e morre, vai embora e morre mais uma vez. e você passa a ser um pseudoassassino, e quando você menos espera.. tudo se acabou, detergente e água, e agora não resta mais nada e você grita pra que tudo aquilo volte, você pode pegar mais água e mais detergente, mas nunca será igual ao passado e você insiste em gritar que tudo aquilo volte a ser como antes, gritos que seu eco não parece ter fim, fim, fim...

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